terça-feira, 29 de julho de 2014

Amazônia Legal: Imazon detecta 843 quilômetros quadrados de desmatamento em junho de 2014.
Em junho de 2014, o SAD detectou 843 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal com uma cobertura de nuvens de 30% do território. Isso representou um aumento de 358% em relação a junho de 2013 quando o desmatamento somou 184 quilômetros quadrados e a cobertura de nuvens foi de 12%.

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2013 a junho de 2014, correspondendo aos onze primeiros meses do calendário atual de desmatamento, totalizou 1.690 quilômetros quadrados. Houve redução do desmatamento acumulado de 9% em relação ao período anterior (agosto de 2012 a junho de 2013) quando o desmatamento somou 1.855 quilômetros quadrados.

Em junho de 2014, a maioria (54%) do desmatamento ocorreu no Pará, seguido pelo Amazonas (16%), Rondônia (15%), Mato Grosso (14%) e Acre (1%).

As florestas degradadas somaram 48 quilômetros quadrados em junho de 2014. Em relação a junho de 2013 houve redução de 71% quando a degradação florestal somou 169 quilômetros quadrados. A maioria (44%) ocorreu no Pará, seguido por Rondônia (40%), Mato Grosso (13%) e Amazonas (2%).

A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2013 a junho de 2014 totalizou 614 quilômetros quadrados. Em relação ao período anterior (agosto de 2012 a junho de 2013) houve redução de 58% quando a degradação florestal somou 1.462 quilômetros quadrados.

Fonseca, A., Martins, H., Soua Jr., C., & Veríssimo, A. 2014. Boletim Transparência Florestal da Amazônia Legal (junho de 2014) (p. 9). Belém: Imazon.

Boletim do Desmatamento (SAD) junho 2014

Baixe aqui o arquivo

Escolas Sustentáveis realiza pesquisa sobre a Educação Ambiental no Brasil.
O Projeto Escolas Sustentáveis – O futuro está presente! desenvolvido pelo Cenatec, assessoria em sustentabilidade e educação ambiental, direcionado à capacitação dos educadores das escolas públicas para o ensino da educação ambiental e o desenvolvimento de projetos sustentáveis contextualizados, eficientes e eficazes nas comunidades escolares, em parceria com o Projeto AJO Ambiental do RJ, Coluna da Sustentabilidade de MG, (um grupo vinculado à rede social Linkedin) e Educadores Online de SP está realizando uma pesquisa sobre o desenvolvimento da educação ambiental no Brasil.

O questionário on line pode ser respondido por escolas públicas, particulares, empresas e organizações da sociedade civil – ONG, Oscip, associações, sindicatos, cooperativas. É composta por dez questões de livre escolha com quatro alternativas, com exceção da questão dois que por estar relacionada com a identificação das regiões brasileiras onde está sendo acessada a pesquisa, possui cinco alternativas.

Na pesquisa, são abordados vários aspectos relacionados à Política Nacional de Educação Ambiental – Lei 9.795/1999 e Decreto 4.281/2002 – ações formais, não formais ou independentes de educação ambiental, desenvolvimento de parcerias, responsabilidade ambiental e social, práticas sustentáveis no cotidiano das instituições (por exemplo, a gestão dos resíduos sólidos) e outros aspectos relacionados com o desenvolvimento do ensino e das ações educativas sustentáveis nas comunidades escolares.
Para participar da pesquisa acesse o endereço: 


Para conhecer mais sobre o Projeto Escolas Sustentáveis:

Relatório de Atividades 2012/2013:

Seminário no Dia Mundial do Meio Ambiente 2014:

Antonio Silvio Hendges, Colaborador do EcoDebate, professor de Biologia, pós graduação em Auditorias Ambientais, assessoria em sustentabilidade e educação ambiental(www.cenatecbrasil.blogspot.com.br ).

Fonte: EcoDebate
Fraudes no setor madeireiro em evidência.
A extração predatória e ilegal de madeira alimenta a degradação florestal e o desmatamento. Foto: © Greenpeace/Marizilda Cruppe.

Em reportagem no Bom Dia Brasil, a TV Globo aborda o atual descontrole no sistema de produtos florestais na Amazônia, um assunto que tem sido amplamente anunciado pelo Greenpeace na campanha Chega de Madeira Ilegal

O Bom Dia Brasil publicou na manhã de hoje uma matéria sobre uma fraude no sistema que deveria controlar o comércio de produtos florestais no Pará, responsável por causar a derrubada ilegal de mais de 60 mil hectares de floresta – uma área desmatada equivalente à metade da cidade de Belém.

A reportagem destaca também a investigação de dois anos do Greenpeace no estado do Pará que revelou que o atual sistema de controle não é apenas falho, mas alimenta a degradação florestal e o desmatamento. Como consequência, a ilegalidade tomou conta do setor. Entre os anos de 2011 e 2012, cerca de 78% das áreas exploradas para a extração de madeira no Pará, que é o maior produtor da região, ocorreram de forma irregular. No Mato Grosso, segundo maior produtor, o índice foi de 54%.

Conheça a campanha Chega de Madeira Ilegal

Frequentemente, em vez de conter o crime, o sistema oficial é usado para ‘lavar’ madeira produzida de forma predatória e ilegal que, mais tarde, será vendida a consumidores no Brasil e no mundo como se fosse ‘legal’.

“Se bem feita, a exploração de madeira pode ser um caminho pra salvar a floresta, mas, da maneira como está, acabou se tornando mais um ingrediente da destruição. Para mudar essa situação, é necessária uma urgente e profunda reforma dos sistemas de controle e do modo como se permite explorar a floresta hoje” disse Marcio Astrini, da Campanha Amazônia do Greenpeace.

Esse é o momento de cobrarmos aqueles que querem governar nosso país nos próximos 4 anos para mudar essa situação. O Greenpeace está elaborando uma plataforma de propostas que será apresentada a todos os presidenciáveis incluindo as seguintes demandas:

Criação do Programa Ciência na Floresta, visando promover a pesquisa e o uso de novas tecnologias para o setor madeireiro com o objetivo de tornar o país líder na exploração sustentável das florestas tropicais
Realização de um zoneamento ecológico econômico para a produção madeireira na Amazônia, por meio do qual serão definidas as áreas de maior importância para a atividade e, consequentemente, os investimentos para a exploração responsável e sustentável
  • Criação de novos processos para autorização da exploração madeireira e de um novo sistema de controle para o setor, que devem ser nacionalmente unificados, com regras claras e transparentes. Todas as informações referentes à autorização e controle da exploração florestal devem estar disponíveis publicamente e em tempo real na internet
  • Integração dos sistemas que controlam a comercialização dos produtos madeireiros ao sistema tributário nacional
  • Implementação da rastreabilidade dos produtos florestais desde a sua origem
  • Coordenação de esforços para que os estados realizem e divulguem publicamente uma revisão dos planos de manejo e das licenças de operação das madeireiras
  • Criação de marco legal que determine sanções a estados e municípios em caso de não realização da prestação de contas anual, ou de descumprimento das obrigações legais previstas na lei de gestão florestal e em seus respectivos atos legais regulatórios
  • Reestruturação das esferas governamentais de controle do setor, incluindo a criação de um plano de investimentos
  • Elaboração de plano de capacitação e investimentos consistentes no manejo florestal comunitário.

Fonte: Greenpeace

segunda-feira, 28 de julho de 2014

É possível descarbonizar o planeta até 2050.
Relatório mostra como países mais poluidores (o Brasil entre eles) podem baixar drasticamente a concentração de carbono em suas atividades até 2050.

Enquanto nós e o mundo acompanhávamos a Copa do Mundo, um relatório elaborado pelo Instituto do Desenvolvimento Sustentável e Relações Internacionais (Iddri, na sigla em francês) e pela Rede de Soluções do Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês), que conta com a participação do economista Jeffrey Sachs, foi entregue ao secretário-geral da ONU, Ban-Ki Moon.

O documento mostrou pela primeira vez como os 15 países mais poluidores do mundo (o Brasil entre eles) podem baixar drasticamente a concentração de carbono em suas atividades até 2050 e, com isso, contribuir para que a temperatura do planeta não aumente 2 graus centígrados.

O relatório, que ainda não é definitivo, tem o título Pathways to Deep Decarbonization (algo como “Caminhos para Descarbonização Profunda”) e é a primeira iniciativa de cooperação global a traçar soluções para diminuir a emissão de gases de efeito estufa (GEE).

Esse documento é resultado do trabalho de 15 equipes de pesquisadores, representando as 15 nações que mais emitem GEE: África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Japão, México, Reino Unido e Rússia.

Estas equipes trabalharam para responder a seguinte pergunta: “O que falta fazer para chegar a 2050 com chance de manter o crescimento da temperatura global em menos de 2oC, sem emitir mais de 1,6 toneladas de carbono, em média, contra as 5,2 toneladas de hoje?”

O Iddri e a SDSN indicaram ainda três pilares sobre os quais a resposta de cada país devia ser trabalhada, pois são as matrizes em que as emissões globais mais têm crescido:

- Aumento da eficiência e da responsabilidade no consumo de energia;

- Descarbonização do setor elétrico, com investimentos em fontes renováveis e nuclear e em tecnologias de sequestro de carbono;

- Desenvolvimento de biocombustíveis, veículos elétricos, células de hidrogênio e outras tecnologias que reduzam as emissões do setor de transportes.

Embora sejam pilares comuns, as respostas dadas pelos países não foram idênticas, pois cada nação possui particularidades específicas e prioridades diferentes.

Os projetos de alguns países

A China, país altamente industrializado e dependente do carvão, optou por desenhar um caminho de modernização do parque fabril, com a implementação de tecnologia de captura e armazenamento de carbono.

A Indonésia, cujas emissões vêm principalmente do desmatamento e das queimadas, propôs uma melhor gestão do uso da terra e o manejo sustentável das florestas. Os pesquisadores indonésios relataram que há grandes áreas degradadas que podem ser recuperadas para atividades econômicas ou para o plantio de culturas para biocombustíveis, reduzindo a pressão sobre a floresta em pé.

Os Estados Unidos, com sua enorme classe média de forte poder aquisitivo, sinalizam com programas de eficiência energética e de padrões mais altos (ou de menor quantidade de poluentes) nos combustíveis.

A África do Sul pretende investir em eficiência energética na indústria, nos veículos elétricos e nos biocombustíveis.

Os relatórios do Brasil, da Alemanha e do México ainda não foram apresentados. Em nosso país, os trabalhos estão sendo coordenados pelo professor Emílio La Rovere, do Coppe/UFRJ. E as atividades têm a participação da SDSN Brasil, lançada em março de 2014, com o apoio de várias organizações, entre as quais o Instituto Ethos.

Conclusões

Os especialistas concluem, entre outras coisas que:

- De todos os setores estudados, os dois que apresentam mais desafios para uma profunda descarbonização são o de transporte de carga e o de processos industriais, que ainda precisam ser aprofundados;

- Essa descarbonização profunda depende, em larga escala, da capacidade de entrega nos próximos anos de novas tecnologias de baixo carbono que ainda estão em desenvolvimento. Algumas tecnologias em áreas-chave, como armazenamento de energia, ainda precisam de desenvolvimento.

Entretanto, a conclusão mais importante é que, sem um compromisso de longo prazo – até 2050 – os países não conseguirão firmar acordos de curto e médio prazos, indispensáveis para que a humanidade chegue ao meio do século sem atingir os 2oC de aumento na temperatura do planeta.

Isso significa limitar as emissões a 1.000 GtCO2e até o final do século, condição para termos dois terços de chance de mantermos o aquecimento global em até 2oC em 2100.

* Jorge Abrahão é diretor-presidente do Instituto Ethos.

Comunidades da Ilha de Boipeba/BA lutam para defender território de mega projeto imobiliário.
Comunidades de pescadores artesanais, marisqueiras e quilombolas da Ilha de Boibepa, no município de Cairú, Bahia, vêm sendo ameaçadas pela implementação do Projeto Turístico-Imobiliário Fazenda Ponta dos Castelhanos, criado em 2001 pela empresa Mangaba Cultivo de Coco Ltda. Os grupos tradicionais da região estão em luta para que se debata o processo de licenciamento do empreendimento, que já tem parte aprovada pelos órgãos ambientais, e a maneira como ele chega ao território, em que deve prevalecer o diálogo e o respeito às comunidades.

No dia 03 de julho, aconteceu uma audiência pública na qual as populações locais deixaram claro o repúdio pela forma como o projeto é implementado. Para as comunidades, tudo está sendo feito de forma obscura e sem diálogo. “No começo, nós nem sabíamos quem havia comprado o terreno. O comprador ficou escondido e começou a cercar algumas passagens e intimidar ações das comunidades”, denunciaram os moradores.

O empreendimento milionário prevê a ocupação de 20% da Ilha de Boipeba com a construção de 69 lotes para residências fixas ou de veraneio; condomínio com 32 casas; três pousadas de grande porte; aeroporto; um pier para 153 embarcações; campo de golf de 18 buracos; além de parques de lazer; estradas e infraestrutura de água e telefonia.

Em contrapartida, não propõe soluções para o acréscimo de quase 260% de lixo, nem para os diversos impactos ambientais que o próprio projeto aponta, relacionados às agressões ao meio ambiente e às consequências na pesca, na mariscagem e no extrativismo, além da ameaça à biodiversidade da região. Muitas das obras irão invadir áreas de pesca e mergulho, desmatarão boa parte do mangue preservado, atacarão áreas de guaiamum, dentre outras irregularidades já  apontadas pelas entidades ambientais.

Da maneira que está sendo desenvolvido, o projeto representa uma ameaça ao modo de vida, ao território e à própria existência das comunidades tradicionais locais, que há séculos conservam aquele ambiente, uma das mais belas Ilhas do planeta.

A advogada Kassira Bonfim, que acompanha os trâmites e defende o interesse da participação das comunidades no processo, esteve presente na audiência do dia 03 e relatou a determinação e conhecimentos demonstrados pelos pescadores e marisqueiras.”Um projeto de padrões milionários ofertando às comunidades todas as vantagens estereotipadas do mundo capitalista, mas aquela população teve a lucidez e sabedoria de dizer não em proteção do seu modo de vida, dos seus princípios, das suas crenças, numa demonstração da envergadura moral que eu sempre vi neles”, relata a advogada.

A luta das populações locais reivindica sua maior participação no processo da chegada do mega empreendimento à Ilha. Os moradores pedem o redesenho do projeto de modo que atenda as necessidades locais e respeite seu modo de vida e o próprio meio ambiente. Cabe aos órgãos ambientais envolvidos, Inema e IBAMA, desacelerarem a maneira desordenada e impositiva que o mega empreendimento chega à Ilha de Boipeba e escutar o lado de quem realmente conhece e vive a região.

Movimento de luta e denúncias

Em 2013, a população fez um apelo à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, mas até hoje não obteve resposta. Agora, os moradores fazem um abaixo-assinado online pedindo a atenção, cuidado, estudo, fiscalização e proteção às questões ambientais e das comunidades tradicionais relacionadas ao licenciamento do projeto. O intuito é chamar a atenção da sociedade para o caso.

No último dia 19, em reunião com advogados, os moradores discutiram o direito de serem preservados como comunidades tradicionais e como participar melhor do processo de licenciamento, além da necessidade de se criar condições para que o projeto abra-se à comunidade para ouvi-la e interagir de forma saudável. A reunião ainda levantou as ameaças e intimidações que a população vem sofrendo para se afastar das praias. Pontuaram, inclusive, a ilegalidade de lotes em toda a costa cercando manguezais sem a presença do órgão da União competente.

Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras

Assim como os moradores da Ilha de Bopieba, inúmeras são as comunidades tradicionais que sofrem com o avanço de grandes projetos e com a política desenvolvimentista adotada pelo Estado brasileiro. Nesse contexto, o Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), há dois anos, trabalha a Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras, que propõe um projeto de lei de iniciativa popular que reconhece, protege e garante o direito ao território de pescadores e pescadoras artesanais de todo país. Para conhecer a iniciativa e contribuir com a luta, acesse o blog da Campanha.

Fonte: EcoDebate
Acordo para pecuária sustentável é assinado entre MPF e exportadores de carne.
Objetivo é evitar compra de carne bovina de áreas desmatadas.

A carne brasileira tem, a partir de ontem (24), um importante reforço para aumentar sua aceitação no mercado internacional. Por meio de um acordo de cooperação técnica firmado entre o Ministério Público Federal (MPF) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), estão sendo criados sistemas e práticas que tornarão mais difícil a comercialização de carne proveniente de áreas de desmatamento da Amazônia ou que tenham sido produzidas em meio a irregularidades ambientais e sociais como invasão de terras públicas e trabalho escravo.

“Empresas do exterior já haviam sinalizado que deixariam de adquirir os produtos brasileiros [provenientes de áreas desmatadas]. Este acordo é um marco para a entidade (MPF), para o setor e para o país”, disse o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, durante a assinatura do acordo. De acordo com a Abiec, as exportações de carne totalizaram US$ 6,6 bilhões em 2013 – valor que este ano deve chegar a R$ 8 bilhões.

A Abiec tem 29 entidades associadas que respondem por 95% das exportações de carne e por 73% do abate sob inspeção federal. “Tivemos [nas discussões para formatação do acordo] oportunidade de desenvolver o conceito e a visão comercial de que é possível fazer tudo sem ultrapassar os limites, tanto do governo como do setor empresarial. E vamos estimular o setor a se agregar visando à participação de todos na cadeia, facilitando [cada vez mais] a regularização dos produtores”, acrescentou.

Segundo Camardelli, a Abiec se compromete a criar centros de atendimento e informações para ajudar produtores a se regularizar e aderir aos pontos previstos no acordo. Para tanto, montará escritórios em municípios estratégicos onde sejam identificadas dificuldades para se inserirem nesse processo. “Isso será feito com a contribuição dos sindicatos e de ONGs [organizações não governamentais]”, disse ele.

O mercado interno também terá reflexos positivos, uma vez que, com o acordo, pretende-se regularizar as condições de varejo, já que os frigoríficos também estarão atentos à origem das carnes comercializadas.

Para o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, coordenador do grupo de trabalho Amazônia Legal, é possível que, em um futuro próximo, se crie um selo para certificar as carnes provenientes de produtores que aderiram a essa prática sustentável de pecuária, e que foram produzidas sem desmatamento e sem trabalho escravo.

“A pecuária mais sustentável do Brasil está na Amazônia, segundo ONGs consultadas. Há cinco anos, falávamos que desmatamento zero era uma utopia. Hoje já estamos próximos disso. Em 2009, o país registrava 12 mil quilômetros quadrados de desmatamento por ano (km²/ano). No ao passado, o número caiu mais da metade, chegando a 5 mil km²/ano”, disse o procurador.


Cartilha mostra percepção de agricultores familiares sobre as mudanças climáticas.
A história em quadrinhos e a linguagem informal foram escolhidas pela sub-rede Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Regional da Rede CLIMA (Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais) para apresentar a percepção de agricultores familiares do sertão nordestino sobre as alterações no clima e, também, como isso tem afetado as suas atividades produtivas. O resultado acaba de ser lançado e está disponível na Internet. Uma versão impressa está sendo elaborada para distribuição a educadores, estudantes, técnicos agrícolas e agricultores da região.

A Rede CLIMA, que reúne especialistas de instituições e universidades de todo o país, tem sua sede no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

Em 2011 e 2012, pesquisadores da sub-rede, em parceria com universidades locais, aplicaram aproximadamente 1.140 questionários, distribuídos entre quatro regiões do Semiárido brasileiro: Juazeiro (BA), Gilbués (PI), Seridó Potiguar (RN) e Chapada do Araripe (CE).

O levantamento teve como objetivos: 1) Identificar a percepção das populações locais e dos formuladores de políticas públicas quanto aos impactos das mudanças climáticas e suas implicações sobre as atividades produtivas; 2) Identificar vulnerabilidades socioeconômicas e ambientais nas localidades selecionadas e suas implicações sobre as atividades produtivas; 3) Analisar a capacidade de adaptação dos sistemas produtivos e grupos sociais mais frágeis socialmente, frente aos impactos ambientais e sociais originados das possíveis alterações climáticas nos territórios selecionados; 4) Analisar como os programas governamentais existentes ajudam na diminuição ou no aumento da vulnerabilidade às possíveis alterações climáticas nas regiões estudadas, e 5) Identificar medidas locais de adaptação aos possíveis impactos das mudanças climáticas nas regiões.

O trabalho foi realizado por meio do projeto Mudanças Climáticas, Produção e Sustentabilidade: vulnerabilidade e adaptação em territórios do Semiárido, financiado pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Diálogo de saberes

Após a pesquisa de campo, propôs-se a produção da cartilha como forma de restituir os dados aos agricultores e de contribuir com a disseminação do conhecimento junto a outros públicos. Com o objetivo de estabelecer um diálogo de saberes, os estudos da sub-rede estão sendo pautados pela troca de conhecimento sobre as mudanças do clima. “Nesse sentido, a cartilha não pretende ser apenas um material educacional a respeito da visão científica em relação à mudança climática, mas pretende também reconhecer a importância da percepção das comunidades locais para análise socioambiental do clima e para estabelecer as possíveis estratégias de adaptação”, explica a pesquisadora Melissa Curi, uma das organizadoras da publicação. “Valorizando ambos os conhecimentos (científico e tradicional), buscamos compreender as mudanças climáticas por um viés que abrange aspectos sociais, econômicos, ambientais e culturais, que reconhecemos como um caminho para a sustentabilidade”. Financiada pela CAPES, a cartilha também teve como organizadoras as pesquisadoras Stéphanie Nasuti, Gabriela Litre e Juliana Dalboni Rocha. As ilustrações são de Jean Galvão.

Sobre a Rede CLIMA

A Rede CLIMA (Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais), sediada no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), tem como missão gerar e disseminar conhecimentos para que o Brasil possa responder aos desafios representados pelas causas e efeitos das mudanças climáticas globais.
Enseja o estabelecimento e a consolidação da comunidade científica e tecnológica preparada para atender plenamente às necessidades nacionais de conhecimento, incluindo a produção de informações para formulação e acompanhamento das políticas públicas sobre mudanças climáticas e para apoio à diplomacia brasileira nas negociações sobre o regime internacional de mudanças climáticas. Mais informações:
http://redeclima.ccst.inpe.br

Sobre a sub-rede Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Regional

A sub-rede Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Regional (MCDR) é coordenada pelos pesquisadores Marcel Bursztyn e Saulo Rodrigues Filho, do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade Brasília (UnB). Os trabalhos da sub-rede têm como motivação científica acompanhar e contribuir com o debate sobre adaptação, vulnerabilidade e resiliência da agricultura familiar. Os impactos das mudanças climáticas na sustentabilidade de territórios produtivos e condições de vida na Amazônia, Cerrado e Semiárido têm sido o tema das pesquisas.

A sub-rede consolida parcerias com universidades nos biomas de abrangência em projetos de pesquisa e em capacitações, além da parceria com os projetos internacionais LUPIS (Land Use Policies and Sustainable Development in Developing Countries) e DURAMAZ I (Desenvolvimento Sustentável na Amazônia). A metodologia de trabalho inclui consulta a bancos de dados para simulações e abordagens interdisciplinares, de acordo com as linhas de atuação do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB). 

Fonte: INPE

sábado, 26 de julho de 2014

Projeto 2000 e água | 2000 E ÁGUA

Vai ter água para todo mundo?


Em 2014, o Estado de São Paulo entrou na maior crise hídrica de sua história. Com sucessivos recordes negativos desde que foram iniciadas suas medições, o Sistema Cantareira, responsável por 45% do abastecimento de água da maior região metropolitana da federação, atingiu suas maiores baixas justamente no verão, época em que mais deveria chover.

O paradoxo climático serviu de justificativa para as autoridades, que lamentaram a falta de chuvas e buscaram soluções apressadas para evitar o tão impopular racionamento. O imediatismo, no entanto, foi sentido pela população. Alguns bairros da cidade já sofrem com frequentes cortes d’água e, apesar do resgate do chamado volume morto, que elevou o nível do Cantareira em 18,5 pontos percentuais em maio, especialistas consideram questão de tempo até que se consuma a última gota do sistema. Ao contrário do tempo seco – atípico para esta época do ano – a crise de abastecimento de água já estava há anos anunciada.

Quando projetado na década de 1960, o Sistema Cantareira previu o abastecimento de água à Grande São Paulo até os anos 2000. Na outorga de 2004, documento assinado pela Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado) e pelo Consórcio PCJ (Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), foi acordado que a companhia procuraria formas de reduzir sua dependência do sistema. Em outras palavras, o tempo seco apenas antecipou um problema que, cedo ou tarde, chegaria às torneiras e chuveiros dos paulistas.

Feito o retrospecto histórico, é necessário entender o complexo ciclo da água em uma região violentamente urbanizada. Não o ciclo natural, que todos aprendem nas escolas, mas o ciclo social, que envolve desigualdade, poluição, consumo, desperdício, grandes obras e desapropriações. O projeto 2000 e água, nome que faz referência ao colapso hídrico prenunciado para o novo milênio, propõe-se a contar a inquietante história de pessoas que vivem ou viveram a água em diferentes fases deste processo.

Acesse aqui a reportagem
hipermídia “2000 e água”, sobre a crise hídrica de 2014 em São Paulo. O especial conta com vídeos, fotos, textos, entrevistas, infográficos e um mini-documentário. Confira!

Fonte: ENVOLVERDE
Primeiro bairro sustentável do Rio Grande do Sul priorizará pedestres e ciclistas.
A proposta foi projetada pelo arquiteto Jaime Lerner, referência no planejamento urbano com a experiência de Curitiba. Foto: Quartier/Divulgação

Um bairro para uma comunidade de 10 mil habitantes, onde tudo possa ser feito a pé ou bicicleta, deverá começar a ser construído em Pelotas, no Rio Grande do Sul, ainda em 2014. O conceito do projeto, que prevê também prédios ambientalmente corretos com consumo reduzido de água e luz, busca garantir tudo o que uma pessoa necessita em um raio de 400 metros.

“É possível criar ilhas de sustentabilidade dentro das cidades. As pessoas podem morar, trabalhar e viver em um só lugar. Em um raio de 400 metros, elas podem ir ao trabalho, ao supermercado, ao cabeleireiro, à padaria, à lavanderia… a tudo!”, afirmou ao jornal Zero Hora o diretor de um dos escritórios de engenharia responsáveis pelo projeto, Claudio Teitelbaum.

A proposta foi projetada pelo arquiteto Jaime Lerner, referência no planejamento urbano com a experiência de Curitiba, cidade que governou ao longo de três mandatos.

Por isso, o bairro, batizado de Quartier, não será só residencial. As 3 mil unidades habitacionais deverão ter, no térreo, lojas comerciais. Estão previstos, inclusive, um shopping de rua, um hotel de luxo e um palco coberto de grama para espetáculos ao ar livre. E o que tem de verde em tudo isso?

Primeiro, o próprio projeto. O bairro será o primeiro do Rio Grande do Sul a ser certificado pela organização US Green Building Council (GBC) por meio do selo “Leed for Neighborhood Development (Leed), que comprova que o bairro é sustentável.

O título só é concedido se o empreendimento cumpre uma série de determinações: ter boa localização, priorizar transportes alternativos, preservar a natureza, ter construções com consumo reduzido de água e energia, ser um misto de residências, comércio e serviços em que tudo possa ser feito a pé, e fomento ao progresso local.

O investimento inicial é de R$ 40 milhões (mas deve chegar a R$ 2 bilhões ao longo de oito anos). Já o preço de cada apartamento ou área comercial ainda não foi definido. O bairro Quartier deverá começar a receber terraplanagem e instalações elétricas até o fim deste ano e ficar inteiramente pronto dentro de dez anos.

Pelotas foi escolhida para sediar o que o escritório de engenharia classifica como “primeiro projeto de muitos” por causa da expansão do polo naval de Rio Grande (cidade ao sul do estado), entre outros fatores. O empreendimento ficará dentro do bairro Três Vendas.

Cada construção tem especificidades para atender ao propósito de ser sustentável. Confira algumas diretrizes:

Energia

O projeto prevê a instalação de placas solares no teto dos prédios ou uma estação de produção de energia eólica. As lâmpadas deverão ser todas de LED, mais econômicas que as comuns. Com isso, a conta de luz pode sair até 40% mais barata para os moradores.

Água

Cada prédio terá um reservatório para a água da chuva. O acumulado poderá ser usado para tudo, menos nos usos que necessitem de água potável, como beber e cozinhar.

Além disso, haverá opção de consumo reduzido em torneiras, mictórios e sanitários — cada um terá duas opções de descarga, com dois botões: um para três litros e outro para seis litros. As medidas podem gerar redução de 30% na conta de água de cada morador.

Temperatura

Uma malha de garrafas pet, instalada entre a parede interna dos apartamentos e a fachada do prédio, manterá a temperatura quente no inverno e fria no verão. O controle também é mantido com telhados e paredes verdes, de grama. Economia de 25% a 30% no uso do ar condicionado.

Construção civil

Toda madeira usada nos prédios deverá ser certificada, evitando a compra de material retirado de forma ilegal do meio ambiente, e com garantia de reflorestamento. Na compra dos materiais, será levado em conta o critério de regionalidade: quanto mais perto for adquirido, menor será a emissão de gases por conta do transporte. Além disso, os compostos utilizados na obra deverão ter conteúdos recicláveis nas suas fórmulas.

Conheça como devem ser as áreas comuns

Além das normas que cada prédio deve seguir, também existem padrões nas áreas comuns, que o empreendimento vai oferecer. Conheça as estruturas comunitárias:

Descarte de lixo

O lixo deverá ser separado em orgânico, metal, papel, plástico e eletrônico. Os resíduos das coletoras localizadas nas vias públicas do bairro serão levados a uma central de reciclagem própria.

Esgoto

Estação de tratamento de esgoto deverá abastecer todo o bairro com fornecimento de água de reuso — de chuva.

Área verde

Dos 30 hectares do bairro, dez serão de mata, que se transformará em parque com deques, trilhas, ciclovias, academia ao ar livre, quadras poliesportivas e playgrounds. As plantas escolhidas serão uma mistura das nativas com espécies que precisam de pouca água. O sistema de irrigação terá sensores, instalados no chão, que ligarão torneiras para distribuir somente o necessário para desenvolvimento das espécies.

Transporte

As vias serão projetadas para dar prioridade a pedestres e ciclistas. Os postes de luz nas ciclofaixas serão mais baixos que os usados nas vias dos carros, cuja velocidade máxima será de 30 km/h.

Clima

Para ajudar a manter o “microclima mais agradável para a região”, como explica o engenheiro civil e diretor técnico da Sustentech Marcos Casado, serão criadas lagoas no bairro. Outra medida para evitar a absorção do calor será a cor do chão, todo claro.

Ruas

As vias internas serão de concreto, em vez de asfalto, porque o material é permeável, favorece a infiltração da água no solo, leva menos água da chuva para a rede municipal de esgoto e, assim, evita alagamentos. Além de o concreto ser de cor clara, o que reduz a sensação de calor, e ter durabilidade maior do que a do asfalto.

Fonte: EcoD
São Paulo terá sacos de lixo específicos para reciclagem.
Cor ainda não foi definida e materiais estão sendo testados.

A Prefeitura de São Paulo está desenvolvendo um novo tipo de saco de lixo, feito especificamente para abrigar resíduos que devem ser reutilizáveis. A Secretaria de Serviços da cidade alega que testes ainda estão sendo feitos com os tipos de materiais, mas a cor ainda não foi definida.

A ideia é que os sacos sejam produzidos com plástico processado pelas quatro usinas que a cidade deverá ter até 2016 . As embalagens deverão trazer instruções de como separar os resíduos corretamente. De acordo com a pasta, já há casos de sucesso seguindo a mesma lógica em outras cidades do mundo.

Os sacos serão apenas uma das utilidades do material processado nas usinas. A central que já opera na cidade e que custou R$ 36 milhões, tem previsão de render 1,6 milhão por mês com a venda do material reaproveitado. Os gastos de custeio são da ordem de R$ 300 mil – o restante deve incrementar a renda de trabalhadores de cooperativas, mas também haverá dinheiro destinado a um fundo de estímulo de coleta seletiva.

O fundo em questão receberá recursos de empresas que farão a logística reversa. A Prefeitura já fechou convênios, homologados pelo Ministério do Meio Ambiente, com os setores de embalagens e de lâmpadas. Os recursos devem viabilizar a construção de mais usinas ou estimular usinas de compostagem domésticas, reduzindo também os detritos orgânicos.

Fonte: EcoD
Um décimo das espécies de aves estão ameaçadas de extinção.
A BirdLife International acaba de divulgar a atualização da Lista Vermelha de Aves Ameaçadas para a IUCN e a notícia não é nada boa.

Mais de 350 espécies recém reconhecidas foram avaliadas pela primeira vez e mais de 25% delas foram listadas como ameaçadas, tornando-se prioritárias nas ações de conservação. No geral, 13% de todas as espécies avaliadas estão ameaçadas.

Uma das novas aves reconhecidas é o avestruz-somali (Struthio molybdophanes), que foi considerada como Vulnerável. Até então somente era reconhecida uma espécie de avestruz e que não é listada como ameaçada.

Dentre as aves brasileiras, a subespécie de mutum Crax fasciolata pinima, foi reconhecida como uma nova espécie, Crax pinima, e já foi classificada como Criticamente Ameaçada.

Além de avaliar as espécies recém reconhecidas, a Lista Vermelha 2014 também reavalia o status de algumas espécies já reconhecidas e aumenta a importãncia de diversas áreas que abrigam essas espécies ameaçadas.

* Com informações da Birdlife Internationl/ SAVE Brasil.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Declines in insectivorous birds associated with neonicotinoid concentrat...

Agrotóxico E apontado Como culpado POR ao declínio de aves.
POR Fernanda B. Muller, fazer CarbonoBrasil
Fotos: Universidade de Radbound e Centro Sovon parágrafo Ornitologia de Campo.

Pela Primeira Vez, pesquisadores traçam Conexões Claras empre OS efeitos sistêmicos Da imidacloprida, da Família DOS neonicotinoides com, com uma retração de Populações de Aves.

Na Holanda, pesquisadores e ornitólogos Preocupados com a Redução de Populações de aves insetívoras los áreas Agrícolas avaliaram DIVERSAS Causas e concluíram Opaco ISSO ESTA ocorrendo devido AOS altos níveis de imidacloprida, um inseticida sistêmico.

Da Família fazer neonicotinoide, um Muito utilizada imidacloprida E na agricultura e horticultura parágrafo TRATAR Sementes e bulbos, afetando o Sistema nervoso central dos insetos e Deixando-os desorientados UO paralisados ​​os antes de morrerem. O MESMO E agrotóxico Ligado um Mortalidade de Abelhas e To Us Link invertebrados .

Este è O Primeiro Estudo Opaco correlaciona o agrotóxico com Possíveis efeitos danosos - atraves da Cadeia Alimentar - vertebrados para.

"O USO não Das imidacloprida E o Fator Opaco Melhor peso explicativo o ao declínio Populações los comparação COM To Us Link Fatores, Como o USO da terra", explicou o professor o Hans de Kroon, da Universidade de Radbound, Opaco supervisionou o Estudo, publicado na revista Nature .

"Nossos Resultados indicam Que o Impacto dos neonicotinoides sobre o Ambiente natural E AINDA Mais substancial fazer Opaco TEM Sido relatado recentemente, e relembra OS efeitos dos inseticidas Persistentes do Passado", enfatizou.

A FOI realizada Pesquisa los Parceria com o Centro Sovon parágrafo Ornitologia de Campo, e abrangeu Dados detalhados sobre como Tendências e Fatores Ambientais Que afetam como Populações CRP de 15 Espécies de Aves, Como Estorninhos e andorinhas.

Os Biólogos combinaram Informations da secretaria distrital de Água com contagens sistemáticas das aves feitas as antes e apos uma Introdução da imidacloprida, EM 1995.

ELES concluíram Opaco, Quanto Maior como Concentrações de imidacloprida na superficie da Água, e O Maior ao declínio não Numéro de aves. Pará como 15 Espécies, o number of indivíduos Caiu los MÉDIA 3,5% POR Ano NAS áreas com Mais de 20 nanogramas de imidacloprida POR litro de água (Imagem ao Lado).

Os pesquisadores AINDA Localidade: Não Sabem precisamente o Que Causa o ao declínio: Sé e um Falta de comida, a Ingestão de insetos contaminados OU UMA combinação dos Dois. Algumas Pará Espécies, a Ingestão de Sementes preparadas COM inseticida NAO PODE Ser excluída Das Explicações.

TAMBEM ESTA AINDA Localidade: Não Claro se o Sucesso na Reprodução das aves ESTA Caindo, se um mortality ESTA aumentando, UO Ambos, pesquisadores apontam OS.

"Os neocotinoides Semper FORAM considerados Como Toxinas seletivas. Mas nossos Resultados indicam Opaco PODEM afetar TODO o Ecossistema. O Estudo Mostra o Quao Importante E ter boas Séries de Dados de campo ea SUA Análise Rigorosa ", Disse Kroon.

No Brasil, a ausencia de Séries temporais de para a Avaliação dos efeitos das Atividades Humanas sobre a Biodiversidade E hum Problema Serio. Ja n º s countries europeus, Os Dados JÁ VEM Sendo coletados HÁ muitas Décadas devido AO Estímulo Que se oferece como Pesquisas de base.

Não Holandês CASO, O Sistema de Monitoramento das Aves E hum dos Mais densos do Mundo.

"TEMOS Dados suficientes available de Espécies de Aves Comuns de para analisar como densidades e Tendências nn SEUS Números", Disse Ruud Foppen, do Centro Soven, that organiza e Analisa como contagens de aves.



Assista AO Vídeo sobre a Pesquisa:




Grupo de trabalho da ONU propõe 17 novos objetivos para a Agenda Global de Desenvolvimento Pós-2015.
As metas propostas para a nova agenda global incluem, entre outras, a gestão sustentável da água e do saneamento. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Na última e décima terceira sessão da Assembleia Geral, realizada em 19 de julho em Nova Iorque, um grupo de trabalho aberto sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável propôs uma série de objetivos que consideram importantes nas dimensões econômicas, sociais e ambientais para melhorar a vida das pessoas e proteger o planeta para as gerações futuras. Os 17 objetivos propostos serão considerados como parte da agenda global de desenvolvimento Pós-2015, que será adotada pelos líderes mundiais em setembro de 2015.

Para alcançar esses 17 objetivos, 169 metas foram propostas, abrangendo uma ampla gama de questões sobre desenvolvimento sustentável. Entre elas se destacam a promoção da agricultura sustentável, o empoderamento das mulheres e a gestão sustentável da água e do saneamento. Além disso, no campo econômico, aparecem como prioridade a promoção do trabalho decente para todos, o comprometimento para redução da desigualdade dentro e entre os países e garantia de novos padrões de consumo e produção sustentáveis.

“Todos os envolvidos na elaboração destes 17 objetivos podem se orgulhar de si mesmos”, disse o subsecretário-geral de Desenvolvimento Econômico e Assuntos Sociais, Wu Hongbo, em um comunicado à imprensa. “Os Países-membros têm demonstrado determinação e vontade de trabalhar em conjunto para o bem das pessoas e do planeta, o que é um bom presságio para as negociações da Assembleia Geral sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015″, acrescentou.

Esta agenda global substituirá os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), considerado o impulso anti-pobreza global de maior sucesso na história e que tem melhorado significativamente a vida de milhões de pessoas em todo o mundo através de esforços concertados e direcionados. Enquanto várias metas já foram cumpridas, tais como reduzir para metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza, ainda espera-se que outros alvos dos ODMs sejam alcançados até à data limite, em 31 de dezembro de 2015.

Fonte: ONU Brasil
Carne bovina tem pegada de carbono pior do que se pensava.
Foto: Arquivo/CarbonoBrasil

Novos estudos mostram que carne bovina contribui mais para emissão de gases do efeito estufa e degradação ambiental do que produção de outras proteínas de origem animal, como laticínios, aves domésticas, carne suína e ovos, juntas.

Não é novidade que o consumo excessivo de carne pode ser muito prejudicial à saúde humana, aumentando a propensão a problemas como pressão e colesterol altos, excesso de peso, etc. Mas os problemas podem ir muito além da saúde humana, afetando também o meio ambiente e aumentando as emissões de gases do efeito estufa (GEEs). É o que mostram novas pesquisas publicadas recentemente nos periódicos Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e Climatic Change.

O estudo publicado no PNAS sugere que as emissões da pecuária, que são responsáveis por 14,5% da liberação total de GEEs pelas atividades humanas, estão aumentando, e que a carne bovina é responsável por mais GEEs do que a produção de outras proteínas de origem animal, como laticínios, aves domésticas, carne suína e ovos, juntas.

Embora essa descoberta não seja exatamente nova, é a proporção da pegada de carbono que assusta: a pesquisa mostra que a carne bovina exige 28 vezes mais terra para ser produzida, 11 vezes mais água e seis vezes mais fertilizante nitrogenado do que as outras quatro categorias, e resulta em cinco vezes mais emissões de GEEs.

Além disso, o estudo comparou a utilização de recursos da produção pecuária com a do cultivo de vegetais que são fonte de proteínas, como arroz, batata e trigo e concluiu que todos os tipos de carne emitem mais GEEs do que as culturas analisadas.

“A produção de batata, trigo e arroz, em média, exige de duas a seis vezes menos recursos por caloria consumida do que a carne não bovina. Entender os impactos das diferentes classes de pecuária pode dar aos consumidores e legisladores poder de mitigarem danos ambientais através da escolha da dieta e da política agropecuária”, afirma o relatório do PNAS.

Outro estudo semelhante, divulgado no periódico Climatic Change, indica que, de 1961 a 2010, as emissões de GEEs da pecuária em 237 países aumentaram 51%.

Especificamente, os cientistas descobriram que a carne e laticínios de bovinos são responsáveis por cerca de 71% das emissões pecuárias, com 54% vindo da carne e 17%, dos laticínios. Isso é em parte devido à abundância do animal, mas também por causa dos altos níveis de metano que ele emite. As ovelhas são responsáveis por 9% das emissões, os búfalos, por 7%, os porcos, por 5%, e as cabras, 4%.

E muito disso se deve ao aumento da demanda por carne, especialmente em nações em desenvolvimento. A equipe observou uma diferença gritante entre as emissões pecuárias dos países em desenvolvimento, que são mais responsáveis por esse aumento, e as das nações desenvolvidas.

E acredita-se que essa diferença deva aumentar, já que a demanda por carne, laticínios e ovos deve dobrar até 2050 em países em desenvolvimento. As nações desenvolvidas já chegaram ao máximo de suas emissões pecuárias nos anos 1970, e têm diminuído desde então.

“O mundo em desenvolvimento está se tornando melhor em reduzir as emissões de efeito estufa causadas pelos animais, mas essa melhoria não está acompanhando a crescente demanda por carne. Como resultado, as emissões de GEEs da pecuária continuam subindo em boa parte do mundo em desenvolvimento”, comentou Dario Cario, pesquisador do estudo.

“Esses hambúrgueres saborosos são os verdadeiros culpados. Seria melhor para o meio ambiente se todos nos tornássemos vegetarianos, mas uma série de melhorias podem ocorrer da ingestão de carne suína ou de frango em vez de bovina”, disse Ken Caldeira, que trabalhou com Cario, mas não é autor do trabalho.

Uma terceira pesquisa confirma a declaração de Calderia. Segundo o estudo, também apresentado no Climatic Change, as pessoas que comem carne produzem o dobro da quantidade de emissões de GEEs em relação aos veganos devido a suas dietas.

O relatório observou tudo, desde a produção, transporte, armazenamento e cozimento até o descarte de alimentos, que contribui para as emissões de GEEs. Foram avaliadas as dietas de mais de 50 mil pessoas no Reino Unido.

O resultado aponta que as pessoas que comem carne de maneira moderada (50 a 99 gramas de carne por dia), contribuem com 5,63 Kg de dióxido de carbono equivalente (CO2e) para a atmosfera a cada duas mil calorias consumidas, enquanto os veganos contribuem com 2,89 Kg de CO2e.

Os veganos têm as menores emissões de gases do efeito estufa devido à sua dieta, seguidos pelos vegetarianos (3,81 Kg de CO2e), os que consomem apenas carne de peixe (3,91 kg de CO2e) e os que consomem menos de 50 gramas de carne por dia (4,67 kg de CO2e). Já os que comem bastante carne (100 gramas por dia ou mais) geram 7,19 Kg de CO2e.

A pesquisa também menciona que a população do Reino Unido está comendo mais carne do que nunca, tendo passado de um consumo anual de 69,2 kg em 1961 para 84,2 kg de carne por ano atualmente.

“Esse trabalho demonstra que reduzir o consumo de carne e outros produtos de origem animal pode dar uma contribuição valiosa à mitigação das mudanças climáticas”, informaram os autores.

Por fim, estimativas do Environmental Working Group mostram que, se toda a população dos EUA adotasse uma dieta vegetariana, seria o equivalente a retirar 46 milhões de carros das ruas, e que se uma pessoa comesse apenas um hambúrguer a menos por semana durante um ano, seria o equivalente a não dirigir seu carro por 514 quilômetros.

De fato, há muito o que uma pessoa pode fazer para tentar reduzir sua pegada de carbono: andar menos de carro, consumir mais produtos que evitem a emissão de GEEs em sua produção e transporte, e consumir mais proteína vegetal e menos animal. Talvez nem todos possam se tornar vegetarianos ou veganos, mas reduzir o consumo de carne já é um primeiro passo para diminuir sua contribuição às mudanças climáticas.